Grande é a Tua Fidelidade: a história por trás do hino mais amado
O Hino 67 da Harpa Cristã é cantado em milhares de igrejas ao redor do mundo. Descubra a história de Thomas Chisholm, o homem que escreveu essas palavras a partir de sua própria fragilidade.
“Grande é a tua fidelidade, Senhor Deus / Não há sombra de mudança em Ti…”
Poucas letras na história do protestantismo brasileiro têm o poder imediato dessas palavras. O Hino 67 da Harpa Cristã é cantado em casamentos, funerais, formaturas, cultos de crise e cultos de celebração. É talvez o hino mais versátil e mais amado do hinário.
Mas poucos conhecem a história do homem que o escreveu.
Thomas Chisholm: um homem doente
Thomas Obadiah Chisholm nasceu em 1866 no estado de Kentucky, nos Estados Unidos, em condições modestas. Sem educação formal avançada, aprendeu a ler e escrever em casa. Aos 27 anos, converteu-se ao protestantismo metodista e logo começou a escrever poesia e letras para hinos.
O que marcou a vida de Chisholm, porém, foi a doença. Ao longo de toda a sua vida adulta, ele lutou contra problemas de saúde que o impediram de ter uma carreira estável. Trabalhou em diversas funções — editor, vendedor de seguros, evangelista itinerante — mas nunca com saúde plena.
E foi precisamente dessa fragilidade que nasceu o hino.
A inspiração: Lamentações 3:22-23
A letra de “Grande é a Tua Fidelidade” é uma meditação sobre Lamentações 3:22-23:
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade.”
Chisholm escreveu o hino em 1923, e o enviou ao compositor William Runyan, que criou a melodia que conhecemos hoje. Não havia nenhuma circunstância especial de inspiração — nenhuma crise dramática, nenhuma virada sobrenatural. O próprio Chisholm declarou:
“Minha vida não foi marcada por grandes crises ou experiências espirituais marcantes. Mas tenho comprovado, na bênção de cada dia comum, as misericórdias de Deus.”
O que o hino nos ensina
“Grande é a Tua Fidelidade” não é um hino de emoção superficial. É uma declaração teológica: Deus não muda. Sua fidelidade não depende das nossas circunstâncias, da nossa saúde, do nosso sucesso ou fracasso.
“Tu nunca mudas, tuas compaixões não têm fim / Como tens sido sempre, fiel serás.”
Essa afirmação — cantada por um homem doente, que escreveu de dentro de suas limitações — tem o peso de quem não está filosofando, mas testemunhando.
Uma canção que atravessa crises
Não é por acaso que esse hino é cantado nos momentos mais difíceis da vida cristã. Quando a vida desmorona, quando a saúde falha, quando a decepção esmaga — a letra de Chisholm não oferece respostas fáceis. Oferece uma âncora: Deus é fiel. Sempre foi. Sempre será.
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